No passado, a autora viveu sob a sombra do Antônio Calmon com quem escreveu uma série de novelas feito O Beijo do Vampiro e Começar de Novo. Ajudou ainda Manoel Carlos em História de Amor e Walther Negrão em Tropicaliente. Depois, teve a oportunidade de escrever Eterna Magia, sua primeira novela-solo, que teve as interferências de uma supervisão de texto equivocada do Silvio de Abreu e uma direção pesada que não soube captar poeticamente aquilo que a autora pretendia mostrar. Era também um momento em que as histórias de época já mostravam certo desgaste às 18 horas e sua novela não pegou.

Agora, livre, e tendo Rogério Gomes ao seu lado, mostra que é uma novelista em sintonia com o que há de mais atual dando ao telespectador uma fábula moderna de muito bom gosto. Escrito nas Estrelas já inova a partir de uma sinopse bem armada e envolvente. Quem assiste aos capítulos também depara com diálogos simples, naturais, sem maiores complicações ou didatismos e se não se perder entra para a história como uma das mais agradáveis novelas das seis dos últimos anos. Diante de uma carência de novos autores, a Rede Globo pode respirar aliviada tendo a certeza de que Jhin é uma autoras de próximas e interessantes novelas nos anos que virão.