A Globo, já de algum tempo, realiza um trabalho de preparação com seus artistas antes de iniciar cada novela ou seriado. É o que desde os primórdios, nas escolas de teatro, se aprendeu a chamar de "laboratório".
Na televisão, repito, este é um procedimento mais recente. São feitas reuniões e discutidas as características de cada papel, a partir de informações fornecidas pelos autores. Os melhores caminhos são oferecidos para que os atores se encontrem e se identifiquem mais rapidamente com seus personagens.
"Viver a Vida" é o bom exemplo da vez, porque mostra exatamente isso. Percebe-se com muita clareza que houve esta preocupação em preparar o elenco - da melhor maneira possível - para as gravações. Ninguém está mais ou menos. Todos têm apresentado um desempenho bem interessante.
Mas há, evidentemente, os que se destacam mais. Alinne Moraes, em papel difícil, é um deles. Está tomando conta. Às vezes, a fala nem é necessária para passar o que sente. Vai no olhar. Outro caso, no melhor sentido, é de Marcelo Airoldi na pele de Gustavo, marido da Letícia Spiller, a Betina.
Desde os primeiros capítulos, ele se colocou entre os preferidos do público, o que também chamou a atenção do autor Manoel Carlos. E tome história em cima. Por enquanto, com o melhor dos merecimentos, é o nome da novela.

